quarta-feira, 27 de junho de 2018

Como pode um coração de mãe
Largar o coração de um filho seu?
Como pode, assim, alguém,
Trazer o fim para um trilho que recebeu?

A noite parece mais pesada,
A lua nas nuvens desaparecida.
Para o coração da cria não criada,
Pelo ventre que lhe deu a vida.

Em alguma hora fria e escura
Molharam as lágrimas, secaram os abraços.
Pesa na memória e perdura
Saber que a sua mãe escolheu não o ter nos seus braços.



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