sábado, 20 de outubro de 2018

Fecho os olhos
E sinto mais a luz 
Que atravessa o meu coração 
Quando as tuas mãos me levam pelo jardim.

As flores aos molhos
Têm todas o teu perfume que me seduz
As árvores estão mais próximas do chão
E as estrelas escorregam em mim

Tapo os ouvidos e a cidade desaparece
Só as tuas palavras me tocam a pele despida
São como poesia na alma
Ao som da melodia das nossas utopias

É o fogo das tuas ideias que me aquece
A melodia das tuas ideias é a música de uma vida
Que me embebeda de amor e me acalma
Salvando-me dos epinhos dos dias

E em silêncio reconstruo o nosso ninho 
Com pedras e vidros do escombro
E cansado do caminho
Encosto a minha cabeça no teu ombro

Os meus lábios selam os nossos segredos 
Bailam em mim as nossas memórias 
Cruzo os nossos dedos
E adormeço a recordar as nossas histórias

Os nossos contos, sem pontos finais,
A nossa prosa sem moral,
As nossas fábulas triviais
E os sonetos inacabados.

Fábulas onde os teus olhos verdes 
são a única certeza
De dois príncipes
que vivem felizes sem princesa.

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