sábado, 11 de abril de 2020


O mar tocou-me nos pés.
Quis fugir mas fiquei.
Talvez apenas me gele a pele,
queria antes que me levasse consigo para o oceano.

Uma e outra onda outra vez.
Será desta? Pensei.
Será o mar meu ou eu dele?
Preferia ser seu e não humano.

O sal ardeu-me nas feridas,
que sararam enfim.
A espuma tapou-me o rosto
e lavou-me as lágrimas e trouxe a calma.

As mãos estendidas
recebiam as ondas em mim.
Se o mar me quiser, estou disposto
a ceder-lhe o meu corpo e alma.

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