sábado, 19 de junho de 2021

Sem abrigo na rua Leão de Oliveira

As  mãos sujas,
o cheiro nauseabundo,
a barba por fazer 
e a roupa encardida.

Diz qualquer coisa de mão estendida
mas é a sua alma que escuto de fundo.
Não tenho tempo, passo a correr,
mas, sem me aperceber, entrou-me na vida. 

Encostado num banco de pedra
como quem espera por alguém.
Pede uma moeda mas os seus olhos pedem amor.
Dou-lhe um pão, mas ele ficou com o meu coração.

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