Quando a poeira pousar
Sobre a terra, e sobre o mar,
E os nossos dedos, sem os nossos medos,
Voltarem, enfim, sem fim a amar.
E esquecemos de novo a guerra,
E tudo o que destrói e a dor que encerra,
Seremos corpos e arvoredos ao léu
Num céu de estrelas a cintilar.
Porque, afinal de contas,
É na maresia e nas ondas
Que somos almas errantes e somos amantes
À espera de ver a poeira passar.

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