quarta-feira, 16 de março de 2022

Quando a poeira pousar

Quando a poeira pousar

Sobre a terra, e sobre o mar,

E os nossos dedos, sem os nossos medos,

Voltarem, enfim, sem fim a amar.


E esquecemos de novo a guerra,

E tudo o que destrói e a dor que encerra,

Seremos corpos e arvoredos ao léu

Num céu de estrelas a cintilar.


Porque, afinal de contas,

É na maresia e nas ondas

Que somos almas errantes e somos amantes

À espera de ver a poeira passar.

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