Acordar ao sol, lançar as redes,
Mas nem um peixe ou nada para comer.
Abro os braços ao céu e falo das minhas sedes
de um mundo que não consigo compreender.
Na certeza, da leveza, de que não preciso desse peixe.
Na verdade, ele está algures arrumado em mim!
Mas a vida fez com que eu esquecesse e não deixe
que o meu tesouro seja uma das flores do jardim.
Mais um dia e um trilho para percorrer.
Desta vez vou ser capaz por Ti.
Não fui criado para morrer,
mas antes para pintar os dias da cor que me traz aqui.
Porque não consigo reencontrar a criança que tive de ser?
Quero abraçá-la e dar a esperança de que está tudo bem.
Não tens de fugir, chorar, sangrar e continuar a correr.
Podes parar e adormecer no aconchego da tua Mãe.

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