sábado, 28 de fevereiro de 2026

O sol

 

O sol nas paredes caiadas e sem cor,

O anzol e as redes atiradas ao amor,

O lençol, as sedes desvairadas de calor.


O sol refletido no rio da mente, 

perdido numa ideia desvanecida.

Eu sou vazio ao relente, 

estendido na areia levemente aquecida.


As mãos fechadas aguentam a dor

os grãos de areia nas portadas fechadas à lucidez.

O meu coração bate nas revoadas matutinas,

na ideia de novas escadas, que subo de cada vez.

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