O sol nas paredes caiadas e sem cor,
O anzol e as redes atiradas ao amor,
O lençol, as sedes desvairadas de calor.
O sol refletido no rio da mente,
perdido numa ideia desvanecida.
Eu sou vazio ao relente,
estendido na areia levemente aquecida.
As mãos fechadas aguentam a dor
os grãos de areia nas portadas fechadas à lucidez.
O meu coração bate nas revoadas matutinas,
na ideia de novas escadas, que subo de cada vez.

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